Uma das maiores dificuldades no desenvolvimento mediúnico é entender como acontece a incorporação.
Muita gente imagina que o guia simplesmente “entra no corpo” do médium. Mas na Umbanda o processo é mais sutil. O que acontece é uma sintonia de campos energéticos.
O guia aproxima seu campo espiritual do campo do médium. Aos poucos essas energias começam a se alinhar. Quando existe confiança e abertura, a entidade consegue utilizar o corpo físico do médium para se manifestar.
Por isso a incorporação melhora muito quando o médium aprende a fazer três coisas.
Primeiro, acalmar a mente. Pensamento excessivo gera resistência energética. Quanto mais o médium tenta controlar o processo, mais ele interfere.
Segundo, equilibrar a respiração e o corpo. O corpo relaxado permite que a energia circule melhor.
Terceiro, entrar na vibração da linha espiritual que está trabalhando.
Isso é muito importante dentro da Umbanda. Cada linha tem uma vibração própria.
Caboclos trabalham muito dentro das forças da natureza e da vibração de Orixás como Oxóssi e Ogum, trazendo firmeza, direção e expansão energética.
Pretos-velhos costumam manifestar vibrações muito ligadas à sabedoria, paciência e acolhimento, muitas vezes associadas às forças de Obaluayê, Nanã ou Oxalá, dependendo da tradição da casa.
Exus trabalham dentro da Lei e do equilíbrio das energias mais densas da matéria, abrindo caminhos, desfazendo demandas e protegendo os trabalhos.
Quando o médium entende a vibração da linha que está trabalhando, ele consegue ajustar seu próprio campo energético com muito mais facilidade.
Em outras palavras: ele aprende a entrar na frequência da entidade.


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